Ó minha mãe, santa mãezinha, estou aqui, Na sombra triste da outra face de quem não vai Vem-me a saudade da minha infância junto a ti Teu manto santo, é uma lembrança que não me sai.
E quando longe,nada mais posso senão o pranto, Deixar cair pela face clara do meu anelo São ais que eu choro, na mensagem deste meu canto Ao ver o teu retrato, a tua imagem eu velo.
És para mim o maior signo da minha existência O amor, o caminho, a luz deste meu viver; Sim; és o sol que me ilumina quando à ausência O calor do teu carinho, divina alma do meu ser.
Resplandecem-me os raios de tua esperança, os hinos, Ao ver-me longe, no caminho que hora sigo, Fenecem-me o soar e o bimbalhar dos sinos, Buscam-te ao além , mas me vêm contigo.
Agora poderei então, beijar-te um pouco mais... Assim,assim, roçar meus lábios à tua face linda, Lembrar-te-ei, enfim, a bela aurora que me vem jamais, Sem teu carinho, sou triste louco que a vida finda.